terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hair Cut


Three months later, a hair cut.
Smiley me.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O sorriso abre portas, dizem.
Um ladrão vestido de palhaço (!)usou dessa e da outra arma para assaltar no último domingo uma joalheria em São Paulo.
Por qual outra razão ele usaria a fantasia, enquanto seus dois colegas de trabalho usavam apenas a clássica touquinha?


Lá no Rio de Janeiro, mais um traficante foi morto em confronto com a polícia.
Dessa vez, o Mata Rindo.
Quéquéquéquéqué.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dos taxistas

É engraçado como toda vez que se entra num táxi a gente logo percebe se o caminho vai ser chato ou não.
Começa pelo jeito que o motorista dirige, o cheiro que o carro tem, se tá sujo ou não, a música que toca, as revistas ou a falta delas no banco de trás.
Essa semana, um deles me ensinou a fazer um molho de pimenta com maçã; outro tinha um jeito irritantemente bêbado de falar e dirigir.
Mas outro representante da classe, um velhinho tão simpático e gentil, deixou meu percurso muito mais agradável.
Eu, muito precavida, estava com pouco dinheiro cash.
Mas ele, que nada, muito elegante, ouvindo um bolero e assobiando (!) me levou até onde eu deveria ir, sem cobrar a mais. Não, ele não poderia estar dirigindo em São Paulo.
Mas estava.
Saí do táxi e fui pra muito longe pensando nas pessoas que passam por dias mais pesados que os meus, que tentam muito e conseguem pouco, mas que mesmo assim mantêm uma vontade, seguem em frente e não se lamentam.
Eu, com meus poucos pesares, só tive que agradecer.

terça-feira, 18 de março de 2008

Há tanta vida lá fora?


Responder e-mails, baixar músicas, ver aquele viral, ler e-mails, os olhos correndo no jornal, responder a sms, atender ao celular, baixar fotos, enviar outras, escrever um texto, acessar os blogs, navegar nos sites, entrar no msn, responder um teste do Facebook, e aquele alguém que você nunca viu no Orkut, ouvir uma banda nova no MySpace, atualizar o Favoritos do YouTube, BBB ou um filme repetido da tv paga, dor na coluna, pensar naquele texto, imprimir os arquivos do ipod.
A tecnologia liberta.
A tecnologia aprisiona.

Google me

Essa todo o mundo, inclusive você, já fez.

O ator Colin Farrel declarou fazer ao menos uma vez por mês.
(alguém avise o rapaz que já existe assessoria de imprensa, clipping e afins).
Dar um Google no seu nome.

Pode ser narcisismo e/ou curiosidade pura e simples. O que conta é que os resultados da busca são surpreendentes. Você nunca sabe o que vai encontrar. Mesmo.
Isso caso a peregrinação pelo outro você se limite ao Google.
A Internet, como sabemos, é muito vasta, um breu.
Fucei e encontrei.
Cento e cinqüenta e sete resultados.
Confesso que me senti invadida,comum, sem propriedade; imaginei como seria a vida dessas outras eus.

Não me estendi muito, mas notei que havia repetidas menções à odontóloga socialite, à vereadora do Norte, à fã número 1 da Wanessa Camargo e até à atriz paulista.

E nem uma para mim.
Foi quando me senti protegida por todas elas.

quarta-feira, 12 de março de 2008

No seu lugar

Sua vida é chata por que você ouve a conversa dos outros ou você ouve a conversa dos outros porque sua vida é chata?
Quando eu falo outros não me refiro a amigos, conhecidos.
Os outros são qualquer pessoa que esteja conversando em local público, num tom alto o suficiente para que você se envolva com a história, a ponto de ficar mudo se estiver acompanhado; o que foi? você ouviu o que eu disse? ahn?

Longe de ser uma mania apenas de gente curiosa e fofoqueira, ouvir conversa de desconhecidos ajuda a entender um pouco sobre nós. Os problemas, a indiscrição.
Quando nossos ouvidos encontram um estranho relatando suas histórias e de outros estranhos, (às vezes até coincide de contar uma experiência que já vivemos), começamos a lembrar de nós mesmos. A vontade que dá é virar para o lado e falar: mas por que você não faz isso?
Mas será que faríamos o que pensamos em sugerir? Separaria do marido ou tentaria mais uma vez? Largaria o emprego estável e chato para morar fora do país? Contaria para a amiga que ela está sendo traída ou deixaria ela descobrir por conta própria?

Tem quem não ligue em falar sobre sua vida em um lugar sem paredes, até elas têm ouvidos; não protegem nada.
Esses são aqueles que nunca ouviram conversa alheia.
Porque quem ouve a dos outros não conta a sua em qualquer lugar.
Espaço amplo, não a ponto de causar eco, pode ser uma boa escolha, mas os melhores são os barulhentos. Talheres, música, risadas dão aquela acusticidade que todo confidente quer ao contar sobre sua vida.
Mesmo assim, se o caso for daqueles bem cabulosos, olhe pros dois lados, escolha o momento e o interlocutor certos e só aí solte.
E se nada disso acontecer, vá para casa e pegue o telefone.
A chance dele estar grampeado é infinitamente menor* que a de um curioso estar de ouvido espichado no seu relato.

* não válido para políticos, empreiteiros, lobistas e afins, falando de Brasília ou de qualquer outro lugar do país.