sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dos taxistas

É engraçado como toda vez que se entra num táxi a gente logo percebe se o caminho vai ser chato ou não.
Começa pelo jeito que o motorista dirige, o cheiro que o carro tem, se tá sujo ou não, a música que toca, as revistas ou a falta delas no banco de trás.
Essa semana, um deles me ensinou a fazer um molho de pimenta com maçã; outro tinha um jeito irritantemente bêbado de falar e dirigir.
Mas outro representante da classe, um velhinho tão simpático e gentil, deixou meu percurso muito mais agradável.
Eu, muito precavida, estava com pouco dinheiro cash.
Mas ele, que nada, muito elegante, ouvindo um bolero e assobiando (!) me levou até onde eu deveria ir, sem cobrar a mais. Não, ele não poderia estar dirigindo em São Paulo.
Mas estava.
Saí do táxi e fui pra muito longe pensando nas pessoas que passam por dias mais pesados que os meus, que tentam muito e conseguem pouco, mas que mesmo assim mantêm uma vontade, seguem em frente e não se lamentam.
Eu, com meus poucos pesares, só tive que agradecer.

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